Existe alguma diferença entre a comida quente e fria?

A temperatura dos alimentos pode alterar o seu valor nutricional? Sim, a temperatura afeta o tempo de digestão, a absorção de nutrientes, vitaminas e minerais.

A diferença entre comida quente e fria: digestão

A digestão pode ser melhorada de várias maneiras, por exemplo, a comer sem pressas, com calma, com gosto, mastigando completamente os alimentos. E mais um lifehack consiste em preferir legumes e frutas confecionadas às cruas.

A digestão de uma cenoura crua e fria ou uma maçã começa na boca, mas todo o processo leva mais tempo do que no caso de alimentos cozidos. E durante um tratamento térmico, por exemplo, ao assar no forno, os compostos químicos em maçãs começam a decompor-se ainda antes de entrarem no nosso organismo. E quando as comemos cruas, é mais fácil assimilar os nutrientes úteis – aumentando assim o seu valor nutricional.

Comer os vegetais cozidos e quentes ou crus?

A propósito, muitas pessoas acreditam que as frutas e os vegetais crus têm mais vitaminas do que confecionados, mas isso depende do tipo de nutrientes.

Um estudo publicado em 2002 no Journal of Agriculture and Food Chemistry mostrou que, ao cozinhar legumes, tais como tomates, o nível de licopeno aumenta. Durante o estudo, 200 pessoas comeram frutas e vegetais crus, e como resultado de tal dieta, os níveis de betacaroteno (precursor de vitamina A) estavam acima da média, mas os níveis de licopeno (outra versão vitamínica, isômero betacaroteno) no plasma eram muito menores do que a média. E isso não é surpreendente, uma vez que em tomates frescos o nível de licopeno é menor do que em cozidos. Grosso modo, no processo de confeção de frutas, as paredes das células nas plantas quebram-se e os nutrientes armazenados nelas são liberados.

Lembre-se que o licopeno, que é encontrado em tomates, melancias, pimento vermelho e papaia, reduz o risco de desenvolver o cancro e os ataques cardíacos. Mas há também um sinal negativo: durante o processamento térmico os vegetais perdem uma parte significativa da vitamina C, um antioxidante extremamente útil que fortalece o sistema imunitário.

Água: devemos bebê-la fria ou quente?

A água fria – além de ser fresca e refrescante – é absorvida muito mais rápido e ajuda mais a evitar a desidratação. Além disso, o corpo gasta uma certa quantidade de calorias para aquecê-la. Lembre-se que 1 caloria é a energia necessária para aquecer 1 ml de água em 1 grau. Assim, 1 kcal = energia para aquecer 1 litro em 1 grau. Em outras palavras, para aquecer um litro de água de temperatura ambiente até aos 36,6 graus o corpo precisará de cerca de 16 kcal.

Por outro lado, a ingestão de uma bebida quente tem as suas vantagens, por exemplo, melhora a digestão.

Leia mais sobre a ingestão de água durante as refeições no texto “Podemos beber às refeições?“.

Cereais: os nutrientes permanecem na papa quente

Ao comprar os cereais, é necessário ter em conta outros fatores: os flocos prontos (que normalmente se colocam no leite frio) na maior parte das vezes são cobertos com a crosta de açúcar e já perderam muitos nutrientes úteis durante o processamento.

Se não conseguir deixar de comê-los, procure os pequenos-almoços prontos com baixo teor de açúcar e com alto nível de fibra.

Mas em versões quentes, por exemplo, nas papas de aveia, as vitaminas e os minerais permanecem na sua forma natural, além de fibra, que sacia melhor nutrida e por muito mais tempo afasta a fome, ou seja, ajuda a comer menos e assim controla o equilíbrio de calorias.

As comidas frias fazem mal?

Durante a época do ano quente – e na era dos smoothies – engolimos os líquidos gelados diariamente, e nos dias frios, embrulhados num cobertor, continuamos a beber algo com gelo. Mas será que isso é bom para a nossa saúde?

Infelizmente, há pouca evidência científica sobre esta questão, mas a medicina tradicional (indiana e chinesa) não recomenda a ingestão de alimentos refrigerados. A medicina tradicional indiana e chinesa recomenda a ingestão de alimentos pelo menos à temperatura ambiente em qualquer época do ano: alimentos mais frios podem causar distúrbios hormonais, doenças de pele, inchaço, problemas digestivos e até afetar o estado psíquico, agravando a depressão e a ansiedade.

3 razões para recusar bebidas com gelo e alimentos congelados:

  • Sistema digestivo

A temperatura dos alimentos afeta a digestão, assim um líquido frio – especialmente ingerido a estômago vazio – pode causar problemas. Para algumas pessoas, um copo de água fria de manhã pode levar a edemas, inchaços e perturbar a digestão durante todo o dia. Beba água à temperatura ambiente ou até mais quente.

  • Sistema hormonal

Comer alimentos frios no outono, no inverno e na primavera pode levar a distúrbios hormonais, cujos sintomas podem ser irritabilidade, enfraquecimento do cabelo, aumento da acidez, inchaço e erupções cutâneas. Durante estas estações é mais saudável ingerir comida quente.

  • Fertilidade

A comida quente é mais fácil de digerir e fornece nutrientes mais saudáveis – o que é especialmente importante para a conceção e gravidez. Os alimentos congelados e as bebidas geladas (incluindo os favoritos smoothies), fazem com que corpo endureça e perca a força, por causa de défice de nutrientes. Comer refeições quentes melhora a saúde do sistema reprodutor feminino, mantém o ciclo menstrual normal e alivia os sintomas da TPM, melhorando a formação do sangue.

O que fazer: Evite alimentos frios: frutas e bagas congeladas, saladas e sanduíches frios, bebidas com gelo. Coma caldos quentes e sopas trituradas, asse no formo a carne e os legumes, prefira bebidas quentes e acrescente temperos e especiarias quentes – gengibre, açafrão, canela.

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